Três falsos médicos foram denunciados pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, eles reutilizam materiais descartáveis para reduzir os custos de internação
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/t/H/q9fFE8S3u5vgULAegfiw/whatsapp-image-2021-05-08-at-14.04.39.jpeg)
Três falsos médicos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por atuarem ilegalmente, no Hospital Regional da cidade de Água Boa. Eles não tinham autorização para atuação e se apresentavam como estagiários de medicina.
Além deles, outros dois médicos foram denunciados. Eles são donos da empresa contratada para administrar os leitos de UTI.
Na denúncia, o Ministério Público afirma que as investigações mostraram que os falsos médicos faziam a reutilização de materiais descartáveis como seringas, agulhas, frascos utilizados para as dietas e frascos de soro, com a finalidade de poupar gastos com estes materiais.
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: GRUPO 1 | GRUPO 2
Os falsos médicos estavam expondo a perigo a vida e a saúde dos pacientes, uma vez que tal conduta acarretava grande risco de infecções bacterianas, argumenta o MP.
Eles também usaram o carimbo de um médico e falsificavam a assinatura dele, com o consentimento do profissional.
Com a assinatura falsa e o carimbo, os “estagiários”, que na verdade eram falsos médicos, conseguiram receitar remédios e até mesmo alterar dosagens utilizadas em tratamento.
Ainda segundo a denúncia, os donos da empresa que administrava a UTI expuseram a vida e a saúde de pessoas sob sua autoridade ou guarda, para fim de tratamento.
As investigações identificaram que os pacientes foram privados de alimentação. Segundo as investigações do MP, um paciente chegou a ficar três dias sem receber comida.
O MP diz ainda que eles substituíram os medicamentos de primeira linha por outros medicamentos que não surtiam a mesma eficácia de sedação, expondo assim a perigo a vida e a saúde dos pacientes, causando-lhes sofrimento no tratamento.
A UTI está entre as credenciadas pelo governo para receber pacientes com Covid-19.
Entre as testemunhas do processo estão 12 servidores da saúde, entre eles, médicos, enfermeiros e nutricionistas.
Fonte: G1MT